Em 1925, o primeiro esmalte de unhas - como o conhecemos hoje - foi lançado. Entretanto, o culto à beleza das unhas vem da antiguidade. No Egito antigo já existia o costume de pintar as unhas e os dedos com henna. Os egiptólogos acreditam que a rainha Cleópatra usava uma mistura de cola e pó de ouro para pintar suas unhas. Um tipo de esmalte, o mais parecido com o atual, foi criado na China no século III a. C. Era feito com goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha, formando uma resina natural, dissolvida em óleo. De secagem lenta, após a evaporação, a película absorvia a poeira e era retirada com facilidade. A princípio era usada somente a cor preta, que depois foi ganhando um tom mais claro, até chegar às variações do marrom.
Depois foi a vez do vermelho e dos tons metálicos: os reis pintavam suas unhas como sinal de nobreza, sempre com as cores vermelha e preta. Logo foram substituídas pelo dourado e prateado. No Império Romano passou-se a valorizar o polimento das unhas, que em geral era feito com materiais abrasivos.
Já na China antiga o charme era usar unhas bem compridas. Na Idade Moderna, em 1800, as unhas femininas eram curtas, moldadas à lima e levemente arredondadas. Ocasionalmente eram perfumadas com óleo vermelho e polidas com couro macio.
Mais de 30 anos depois, na Europa, o físico Dr. Sitts, inspirado nos palitos de dente, desenvolve o primeiro instrumento de manicure. Com ele, a cutícula podia ser empurrada gentilmente para trás. Antes, a cutícula era removida bruscamente com todo tipo de metal, ácidos e tesouras. A sobrinha do Dr. Sitts, em 1892, desenvolveu um novo instrumental, e passou a fazer palestras sobre como tratar da cutícula em várias cidades europeias.
A partir desta iniciativa surgiram os primeiros salões de manicure. Em 1900, eram usadas tesouras e limas metálicas para dar forma às unhas. Para polir, cremes colorantes e pós. O esmalte dessa época, precursor do atual, era aplicado com um pincel de pelo de camelo, entretanto, não permanecia mais que um dia nas unhas. Em 1910, foi fundada a primeira empresa de produtos de manicure em Nova York, a Flowerey Manicure Products. A empresa produzia o famoso Emery Board, um tipo de lixa metálica que se tornou um produto básico para o tratamento de manicure. Mas, em 1914, uma mulher chamada Ana Kindred registra em Dakota do Norte, EUA, a patente para a proteção das unhas.
Em 1917, a Vogue publica o famoso anúncio “Não Corte a Cutícula.Use a técnica Simplex, de Home Manicuring”. O conjunto incluía um removedor de cutículas, um polidor de unhas, esmalte de unha, uma caneta branqueadora de unha, uma lixa (já de papelão) e um folder com instruções para fazer as unhas em casa. Nesta época, ainda não havia exatamente um esmalte de unhas. Entretanto, a indústria automotiva criou a base dele, durante o desenvolvimento de esmaltes para carros.
Finalmente, em 1925, foi lançado um esmalte de unha transparente, em tom rosado. Ele é aplicado no meio das unhas - a meia lua e a ponta das unhas ficavam nuas. A responsável pela manicure na Metro Golden Mayer, o então estúdio de cinema mais popular dos Estados Unidos, Beatrice Kaye, afirmava que os anos 20 e 30 eram os anos da manicure estilo meia lua.
A cutícula era removida e a unha preenchida apenas ao centro. Mais tarde, o esmalte seria aplicado à unha nas partes superior e central, mas não junto à raiz. Nessa época, a sociedade proibia mulheres de reputação usar esmaltes muito chamativos, de cores fortes (no máximo um rosinha ou nude se fosse solteira. Se fosse casada já podia usar vermelho).
Em 1932, os irmãos americanos Charles e Joseph Revlon, juntamente com um químico, criam o esmalte brilhante e colorido com pigmentos, para ser aplicado na unha toda. Nasce, assim, a marca Revlon. Os irmãos também promovem, pela primeira vez, a tendência de maquiar os lábios e unhas da mesma cor.
Em 1970 começa a década dos esmaltes sintéticos. As unhas tornam-se extremamente longas através de várias técnicas, até chegar às postiças usadas hoje. Os esmaltes acrílicos são sucedidos pelos esmaltes de fyber glass, em 1980. Nos anos 90, a decoração das unhas não é mais limitada aos esmaltes - pedras preciosas e vários acessórios entram em uso. Surge a profissão de designer de unha.
Para os anos 2000, a ordem continua sendo ousar: as combinações de texturas e cores ganham ares futuristas. Esmaltes craquelados, flocados, com efeito glass, que brilham no escuro, holográficos, fotográficos, térmicos, magnéticos e uma infinidade de cores, texturas, brilhos,estilos para todos os gostos e humores.
Verdadeiras obras de arte podem ser esculpidas nas unhas e não é mais preciso combinar as cores delas com a roupa. Nail-arts tornam-se pedidos frequentes nos salões de manicures, desde os simples e simpáticos poás até os desenhos de paisagens e rostos. Estilos, cores e tendências à parte, as unhas são um cartão de apresentação das mulheres modernas e mais uma marca registrada da personalidade feminina deste século.
Espero que tenham gostado da história do esmalte! Quero um resumo de seis linhas nos comentários. Brincadeira! HahahahahaBeijos!